Mosteiro milenar desaba no Himalaia: aquecimento força êxodo no Zanskar
Mosteiro milenar desaba no Himalaia: aquecimento força êxodo no Zanskar 🧘♂️🔥
O Himalaia, conhecido por suas paisagens sagradas e imponentes, está sucumbindo ao calor extremo. Na remota região de Zanskar, em Ladakh, norte da Índia, a crise climática já alterou profundamente a vida de seus habitantes — e o impacto foi sentido até no espiritual.
Em 5 de fevereiro, por volta das 4h30 da manhã, uma explosão de rochas despertou os 70 monges do antigo mosteiro de Phuktal, um dos mais isolados e sagrados do mundo. Parte da caverna onde fica o salão principal de orações simplesmente desmoronou, soterrando o teto histórico, o piso de madeira centenário e até os mantimentos estocados para o inverno rigoroso.
Com mais de 700 anos, o mosteiro foi fundado no século XIV pelo estudioso Pagpa Sherap, e é famoso por estar embutido em uma caverna natural, motivo pelo qual também é chamado de “Caverna da Libertação”. Situado a 4 mil metros de altitude, o local só é acessível por uma trilha íngreme, percorrida em mais de uma hora a pé pelas rochas.
Além das relíquias budistas e das pinturas antigas que encantam visitantes, o mosteiro guarda curiosidades pouco conhecidas, como um tambor feito de pele humana — doada por devotos como oferenda — e até armas históricas de antigos invasores mogóis, escondidas em uma sala secreta.
No entanto, nem a fé milenar parece resistir ao colapso climático. O recuo das geleiras secou as fontes de água, comprometendo a sobrevivência das comunidades locais. Famílias estão abandonando as aldeias, e os próprios monges repensam sua permanência no alto das montanhas.
A beleza mística do Zanskar agora convive com o risco de desaparecimento. A tragédia no mosteiro é mais um sinal de que o aquecimento global não conhece limites geográficos — nem espirituais.
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