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“Meu Brasil Interior” se despede de Recife e leva Roxinha Lisboa a Fortaleza

Mostra ultrapassa 100 mil visitantes

“Meu Brasil Interior” supera 100 mil visitantes em Recife e segue para Fortaleza, celebrando a arte popular de Roxinha Lisboa. #Linkezine 🎨

 

Nos corredores da CAIXA Cultural Recife, cores vibrantes e cenas do sertão ganharam vida própria nos últimos meses. Entre risos discretos, memórias compartilhadas e celulares atentos aos detalhes, mais de 100 mil visitantes atravessaram o universo de Roxinha Lisboa desde setembro. Agora, a exposição “Meu Brasil Interior” encerra sua temporada na capital pernambucana e prepara as malas para a próxima parada: Fortaleza, onde abre ao público no dia 10 de março.

Com mais de 80 obras, a mostra apresenta um recorte sensível da trajetória da artista alagoana Maria José Lisboa da Cruz, conhecida como Roxinha. Autodidata, ela transformou vivências do interior de Alagoas em narrativas visuais marcadas por cores intensas, traços espontâneos e cenas que misturam fé, humor e cotidiano.

Realizada pela Orb Cultural, com patrocínio da CAIXA e do Governo do Brasil, a exposição reforça o papel da arte popular como expressão legítima da identidade brasileira. Para a gerente da CAIXA Cultural Recife, Raquel Gomes, receber a mostra logo no início da circulação foi simbólico. Segundo ela, apoiar projetos como esse amplia o acesso à cultura e valoriza trajetórias que nascem longe dos grandes centros.

A história de Roxinha carrega essa força. Nascida em Lagoa de Pedra, distrito de Pão de Açúcar (AL), nos anos 1950, trabalhou na roça, quebrou brita e atuou como gari por quase 20 anos. Aos 59, começou a desenhar ao lado do marido como forma de aliviar a saudade dos filhos. O que era passatempo virou expressão artística. As paredes da casa ganharam cor, pedaços de MDF tornaram-se telas improvisadas e o cotidiano sertanejo encontrou novos contornos.

Em poucos anos, sua produção ultrapassou fronteiras regionais, consolidando seu nome entre os destaques da arte naïf contemporânea. A exposição também aposta na inclusão: cada obra conta com QR Codes que levam a áudios de audiodescrição narrados na voz recriada da artista por inteligência artificial. Há ainda fones redutores de ruído e ações com tradução em Libras.

Após Fortaleza, o circuito seguirá por Salvador, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Do sertão às grandes capitais, “Meu Brasil Interior” reafirma que a arte popular não pede licença — ela ocupa, emociona e permanece.

 

Do sertão para o Brasil: cores que atravessam fronteiras.  #ArtePopular
#CulturaNordestina

 

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