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MP aponta agrotóxicos na água de mais da metade dos municípios de SC

Levantamento acende alerta ambiental

Levantamento do MPSC aponta agrotóxicos na água de mais da metade dos municípios de SC e alerta para riscos ambientais. #Linkezine 💧

 

A água que chega à torneira em Santa Catarina carrega mais do que transparência. Um levantamento do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) identificou resíduos de agrotóxicos em águas potáveis de 155 municípios — mais da metade do estado. O dado, que integra análises realizadas entre 2018 e 2023, reacende o debate sobre uso indiscriminado de pesticidas e seus impactos ambientais e à saúde pública.

Foram detectados 42 tipos de agrotóxicos nas amostras examinadas por laboratórios credenciados. Desses, cinco estão proibidos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): benomil, carbofurano, haloxifobe metílico, metolacloro e molinato. Segundo o MPSC, o estudo foi solicitado pelo Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CCO) com o objetivo de dimensionar as consequências do uso desses produtos.

Além dos recursos hídricos, o levantamento indica que a contaminação também alcança o solo e o ar, ampliando o alcance do problema ambiental. Em algumas análises, as concentrações encontradas extrapolaram parâmetros considerados adequados para consumo, o que reforça a preocupação de especialistas.

Os dados foram incorporados ao Programa Alimento Sem Risco, que monitora pesticidas no estado. Regionalmente, o Sul apresentou o maior percentual de municípios com resíduos identificados (76,1%), seguido pela Grande Florianópolis (57,1%) e Oeste (53,5%). No Vale do Itajaí, 44,4% das cidades analisadas registraram presença de substâncias.

O Vale, inclusive, concentra situações consideradas mais críticas. Em Imbuia, foram identificados 17 pesticidas diferentes entre 2022 e 2023, incluindo dois ingredientes ativos proibidos desde 2019. Um fungicida apareceu em concentração elevada, segundo especialistas. Em Ituporanga, dos 23 ingredientes ativos detectados, nove superaram 1 micrograma por litro (µg/L), índice que pode ultrapassar limites permitidos, dependendo da média adotada.

Diante do cenário, o MPSC informou que pretende, em parceria com a Diretoria de Vigilância Sanitária e a Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos, estruturar grupos de trabalho intersetoriais. A proposta envolve equipes de saúde, assistência social, agricultura e defesa do consumidor para ampliar ações de conscientização e fiscalização.

O levantamento não encerra o debate — pelo contrário, amplia sua urgência. Em um estado com forte vocação agrícola, o equilíbrio entre produtividade e preservação ambiental volta ao centro das discussões. A qualidade da água, essencial e cotidiana, torna-se também um termômetro das escolhas feitas no campo.

 

A água é transparente — mas os dados preocupam. 💧⚠️  #MeioAmbiente #SaúdePública

 

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