Café da manhã vira experiência e ganha festival que movimenta o Rio
Evento celebra a primeira refeição do dia
Café da manhã vira experiência e ganha festival que movimenta o Rio
Evento celebra a primeira refeição do dia
O dia começa diferente quando o café da manhã deixa de ser rotina e se transforma em destino. No Rio de Janeiro, essa mudança ganha forma a partir de 28 de março, com a chegada da 3ª edição do Breakfast Weekend — festival que convida o público a redescobrir a primeira refeição do dia como experiência gastronômica, afetiva e, agora, também urbana.
Até 26 de abril, hotéis, cafeterias, padarias e restaurantes da cidade passam a oferecer menus especiais com preços fixos a partir de R$ 39,90. A proposta é simples, mas reveladora: transformar o café da manhã em um momento de encontro, exploração e prazer fora de casa. E o público parece pronto para isso.
O evento acontece simultaneamente em quatro capitais — Rio, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis — dentro de um calendário ambicioso que prevê 18 edições ao longo de 2026. O crescimento acompanha uma mudança silenciosa, porém consistente, no comportamento do consumidor brasileiro. Aos poucos, o café da manhã deixa de ser apenas doméstico e passa a ocupar espaços sociais, turísticos e até simbólicos.
No Rio, a experiência ganha cenários que fazem jus à proposta. Entre os destaques estão o Tropik Beach Club, no Fairmont, o Yoo2 Rio, o MGallery e o Araá, no Morro da Urca — acessível apenas pelo bondinho do Pão de Açúcar. Há ainda opções como a Crums Confeitaria e a Padelli Panetteria, que apostam em propostas autorais e contemporâneas.
Mais do que variedade, o festival aposta em narrativa. Com o tema “Sabores do Mundo”, os menus exploram referências internacionais, levando ao público desde clássicos europeus até releituras modernas que dialogam com tendências globais. O resultado é uma mistura de tradição e invenção que amplia o repertório de quem participa.
Para Carlos Galvão, um dos idealizadores, o objetivo vai além do paladar. “O café da manhã ainda tem muito a evoluir no Brasil. Queremos que as pessoas enxerguem esse momento como uma experiência completa”, afirma. A fala ecoa na proposta do evento, que também busca estimular o setor de alimentação em horários historicamente menos movimentados.
Realizado após o Carnaval, em um período mais estável para o turismo, o festival surge como uma estratégia para aquecer a economia local e atrair tanto moradores quanto visitantes. Alguns estabelecimentos operam com reservas antecipadas, sinalizando uma demanda crescente e mais organizada.
No fim, o Breakfast Weekend revela algo maior do que uma tendência gastronômica. Ele aponta para uma mudança de ritmo — onde até o começo do dia pode ser celebrado com mais tempo, sabor e intenção.
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