Entre túneis, poder e paranoia: El Chapo chega ao desfecho no A&E
Entre túneis, poder e paranoia: El Chapo chega ao desfecho no A&E
Série revive ascensão e queda do narcotraficante
O telefone toca, homens armados atravessam corredores escuros e sirenes cortam a madrugada mexicana. Em meio ao caos, uma figura permanece no centro da narrativa com a mesma mistura de medo e fascínio que atravessou décadas: Joaquín “El Chapo” Guzmán. A partir de 11 de maio, o canal A&E exibe a terceira e última temporada de El Chapo, série que dramatiza a trajetória do líder do cartel de Sinaloa e um dos narcotraficantes mais conhecidos do mundo.
A nova temporada mergulha justamente no momento em que o império começa a ruir. Depois de anos acumulando fortuna, influência política e poder armado, El Chapo passa a ser caçado de forma intensa pelas autoridades mexicanas e pela DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos. A produção acompanha a tensão dessa perseguição e transforma a famosa fuga da prisão em uma sequência cinematográfica marcada por suspense e paranoia.
Interpretado pelo ator mexicano Marco de La O, o personagem aparece mais humano e contraditório do que em temporadas anteriores. Para viver o traficante, o ator revelou ter engordado 20 quilos em apenas 15 dias e estudado vídeos públicos do criminoso para reproduzir gestos, olhares e expressões. Segundo ele, a construção do personagem passou menos pelos livros e mais pela tentativa de entender o silêncio e a postura desafiadora de El Chapo diante das câmeras.
Criada por Silvana Aguirre e Carlos Contreras, a série encontrou espaço ao retratar o narcotráfico não apenas como um universo de violência, mas também como uma engrenagem política e econômica. Nos episódios finais, a trama amplia essa discussão ao mostrar alianças entre o cartel e figuras do poder institucional, revelando como interesses políticos e o crime organizado frequentemente caminham lado a lado.
Os novos episódios também exploram o desgaste emocional do protagonista. Mesmo cercado por aliados, El Chapo vive em constante estado de alerta, desconfiando de traições e tentando escapar de uma extradição para os Estados Unidos — destino que ele teme desde o início da série.
A programação do A&E traz episódios diários entre os dias 11 e 15 de maio, sempre às 22h. A narrativa avança entre estratégias políticas, guerras internas e momentos pessoais que ajudam a construir a derrocada definitiva do traficante.
No fim, El Chapo encerra sua trajetória televisiva mostrando que o mito criado em torno do criminoso continua sobrevivendo mesmo atrás das grades. E talvez seja justamente esse o ponto mais inquietante da série: entender como algumas figuras permanecem gigantescas mesmo quando o império já desmoronou.
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