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Onde a imaginação encontra o futuro: Festival Criar Mundos transforma férias em experiências de arte, memória e pertencimento

FGV Arte promove encontros entre infância e ancestralidade

Arte, educação e ancestralidade se encontram em uma programação gratuita que transforma as férias em experiências de criação coletiva. #Linkezine 🎨

 

Onde a imaginação encontra o futuro: Festival Criar Mundos transforma férias em experiências de arte, memória e pertencimento

FGV Arte promove encontros entre infância e ancestralidade

Há férias que passam como um intervalo no calendário. Outras permanecem na memória porque despertam novos olhares sobre o mundo. É nessa segunda possibilidade que a FGV Arte aposta ao realizar, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, a terceira edição do Festival Criar Mundos, iniciativa gratuita que convida crianças e famílias a viverem a arte como experiência coletiva, território de descoberta e exercício de imaginação.

Realizado pelo Educativo da FGV Arte, o festival transforma a sede da instituição, em Botafogo, em um espaço onde brincar também significa aprender, ouvir e criar. Sob o tema “Territórios da Imaginação”, a programação propõe um percurso que aproxima infância, cultura e educação por meio de oficinas, espetáculos, música, teatro e narrativas inspiradas nos saberes dos povos originários.

Mais do que oferecer atividades recreativas durante o período de férias, o festival apresenta uma reflexão delicada sobre identidade, memória e pertencimento. A cada oficina, materiais naturais, pigmentos, sementes e fibras deixam de ser apenas elementos da natureza para se tornarem ferramentas de criação e diálogo entre diferentes gerações.

A abertura acontece no dia 31 de julho com a oficina Colares da Floresta, inspirada na exposição Eu Chorei Rios, em cartaz na FGV Arte. A atividade aproxima o público dos conhecimentos ancestrais presentes nos adornos indígenas, revelando como objetos carregam histórias, espiritualidade e cosmologias. Na sequência, o Coral Guarani Tenonderã leva ao palco cantos tradicionais acompanhados por ravé, violão e maracá, reafirmando a potência da cultura indígena como expressão viva de resistência.

No dia 1º de agosto, a oficina Peteca recupera uma brincadeira ancestral que atravessou séculos e continua presente na cultura brasileira. Logo depois, a escritora e cantora Lucia Tucuju apresenta Arandu, histórias indígenas, espetáculo que entrelaça música, teatro e oralidade para aproximar o público da riqueza cultural da Amazônia.

Encerrando o festival, no dia 2 de agosto, a oficina Pele de Urucum investiga o simbolismo do pigmento utilizado tradicionalmente na pintura corporal indígena como expressão de identidade e proteção. Em seguida, o espetáculo A Cura da Terra – Pequenas Revoluções, inspirado na obra da escritora indígena Eliane Potiguara, apresenta uma narrativa em que crianças se tornam protagonistas da preservação ambiental, reafirmando que arte e educação podem caminhar lado a lado na construção de futuros mais conscientes.

Ao colocar a infância no centro da experiência cultural, o Festival Criar Mundos reafirma que educar também é cultivar sensibilidade, ampliar repertórios e fortalecer vínculos com diferentes formas de conhecimento. Em um tempo marcado pela velocidade das telas, o encontro promovido pela FGV Arte lembra que imaginar continua sendo uma das formas mais profundas de transformar o mundo.

 

Brincar também é aprender, imaginar e construir futuros. O Festival Criar Mundos convida crianças e famílias para três dias de arte, cultura indígena e experiências criativas na FGV Arte. 🌿✨ #CulturaRJ #EducaçãoCriativa

 

 

 

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